Artigos
A gestão e o terceiro setor | Imprimir |
Escrito por Fábio Jardim   
Ter, 03 de Novembro de 2009 22:45

A realidade social hoje nos mostra inúmeras necessidades dos cidadãos que deveriam ser providas pelo Estado e não o são de fato. Saúde, educação básica, segurança, dentre outras garantidas pelo nosso documento jurídico maior - A Constituição da República Federativa do Brasil.

 

Independentemente do partido político que esteja no poder executivo federal, estaduais ou municipais, notamos sempre que há uma ferrugem que corrói as engrenagens. E esta ferrugem são os velhos hábitos de se governar. O governo de bandeiras e não de planos, ações, avaliações e resultados. De qualquer forma, não é nosso objetivo neste artigo, falar sobre o Estado. Este serve apenas como um dos motivadores das ações do terceiro setor.

 

Ante este quadro de morosidade da máquina estatal em prover a população com estes serviços essenciais, de forma qualificada, eficiente e eficaz, cada vez mais surgem as iniciativas privadas ou comunitárias para fazer face a estas necessidades.

 

Vejamos o exemplo de uma associação comunitária que tenha por objetivo a prevenção ao uso de drogas e álcool. Por certo haverá uma organização de seu(s) idealizador(es), mas muitas vezes, estas pessoas tem ótimas intenções, mas falta algum conhecimento teórico e prático de como manter o controle e o planejamento da situação.

 

Neste ínterim, temos que pensar tanto na eficiência da iniciativa quanto na perpetuação da mesma. Não adianta fazer de "qualquer" jeito, nem fazer algo hoje e amanhã não fazer nada.

 

Existem algumas ferramentas básicas que toda iniciativa tem que usar. Uma delas é a formalização de sua situação para que a entidade tenha voz, consciência e identidade próprias. Outra é um bom planejamento estratégico que englobe as respostas para as seguintes perguntas: por que fazer? Como fazer? Para quem fazer? Qual o objetivo que será alcançado? Dentre outras perguntas importantíssimas para a definição da atividade.

 

Com organização, motivação e persistência, as próprias comunidades podem suprir em parte suas necessidades, fortalecendo-se para construir um Estado mais justo e acessível para todos.

 

 
Carpe diem! | Imprimir |
Escrito por Fabricio Klein   
Seg, 28 de Setembro de 2009 16:35

Carpe diem!

Atualmente desempenhamos vários papéis em nossas vidas e, diversas vezes, acumulamos muitas tarefas. Somos familiares, profissionais (as vezes atuando em mais de uma área), eternos aprendizes (diariamente bombardeados com novas informações, publicações, progressos científicos e quebras de paradigmas etc.) e aidna figuramos em outros papéis.

Nesse cenário, um dos maiores desafios é empregar bem nosso tempo. Isto é, otimizar as 24 horas do dia, divididas entre trabalho, lazer, descanso e outras atividades.

O primeiro passo é, certamente, equilibrar o tempo destinado a pensar (planejar utilizando ) e fazer (executar), pois o pensamento sem ação é esteril e a ação impensada não produz os melhores resultados.

A partir desse equilíbrio entre plano e ação, podemos utilizar nossas 24 horas do dia e nossos 7 dias da semana de maneira consciente e produtiva.

O segundo passo é botar a mão na massa. Ou seja, agir para concretizar nossos planos.

Uma atividade planejada nos permite empregar nosso recursos (físicos, financeiros, intelectuais e, inclusive, o tempo) de maneira que os resultados sejam positivos para nós e para o contexto (familiar, profissional, social etc.) em que estamos envolvidos.

Além disso, ao longo do tempo, adquirimos uma bagagem intelectual e experiência que nos permitem desempenhar nossas tarefas, sem prejuízo da qualidade e dos resultados, em menor intervalo de tempo. Por exemplo, imagine se você fosse ler os livros que são do seu cotidiano atual aos 10 anos de idade, quando você já sabia ler perfeitamente, mas não tinha o vocabulário e tampouco o conhecimento de hoje.

Por outro lado, através do emprego contínuo e habitual em determinadas atividades, o pensar se torna familiar àquelas situações. Imagine, como exemplo, a velocidade do raciocínio de um atacante profissional para avaliar o posicionamento da defesa do time adversário e também de seus companheiros de time e realizar a melhor jogada.

Portanto, a idealização e a prática (que nem sempre precisa ser uma ação prática, pois momentos de reflexão, introspecção e ponderação também são indispensáveis ao equilíbrio) nos levam a manejar do melhor modo esse recurso finito e escasso: o tempo.

Pense (primeiro) e faça (depois) e aproveite seu tempo; aproveite seu dia: Carpe diem!      

 
O cooperativismo e o princípio do interesse pela comunidade | Imprimir |
Escrito por Fabricio Klein   
Qui, 17 de Setembro de 2009 15:18

O cooperativismo é uma doutrina social que tem como pedra fundamental a coligação de esforços em prol de objetivos coletivos. Resumidamente, tem como idéia central a máxima “A união faz a força.”


No cooperativismo, pessoas com objetivos comuns trabalham em conjunto, otimizando o potencial individual. Dessa situação, resulta que a soma dos esforços individuais é superior a esses quando consideradas isoladamente. Ou seja, há sinergia, que permite aos cooperados obterem resultados melhores (quantitativa e qualitativamente) na área na qual empregam o cooperativismo.


No século XVIII, após a bem sucedida experiência dos Pioneiros de Rochdale (em 1844, na Inglaterra), o cooperativismo se difundiu pela Europa e atingiu o status de sistema sócio econômico.


Como ferramentas dos ideais cooperativistas, são empregadas as sociedades cooperativas, espécie de pessoa jurídica reconhecida pela legislação de diversos Países, nas quais a atuação coletiva é fundamentada no interesse comum dos cooperados. Além disso, outro importante traço distintivo das cooperativas é que essas não têm finalidade de lucro, servindo apenas de projeção (ou prolongamento) de seus cooperados (também denominados de membros utentes).


Portanto, na cooperativa, se faz presente a dupla qualidade dos associados, que são, ao mesmo tempo, donos e beneficiários do negócio.


Para ilustrar a importância social e econômica do cooperativismo em nível nacional, segundo dados da Organização das Cooperativas Brasileiras, as cooperativas respondem por 6% do PIB brasileiro, além de apresentarem um faturamento anual de R$ 68 bilhões e somarem exportações diretas de US$ 2,8 bilhões anuais. Em 2007, existiam 7.603 cooperativas no Brasil, totalizando 7.393.075 cooperados e gerando mais de 218.000 empregos diretos. Assim, há mais de 24.000.000 de pessoas envolvidas nos processos produtivos das cooperativas nacionais.

 

Atenta a grande difusão do cooperativismo e para evitar que o sistema fosse deturpado ou sua denominação fosse indevidamente utilizada (como infelizmente ocorre por vezes), já no ano de 1937 a Aliança Cooperativa Internacional formulou os sete princípios universais do cooperativismo, os quais permitem que os empreendimentos cooperativistas sejam como tal reconhecidos.

 

Esses princípios são:
•    adesão voluntária e livre;
•    gestão democrática pelos membros;
•    participação econômica dos membros;
•    autonomia e independência;
•    educação, formação e informação;
•    intercooperação;
•    interesse pela comunidade.

Dentre esses princípios, merece especial destaque o do interesse pela comunidade, pois o mesmo demonstra que já naquela época havia grande preocupação do cooperativismo com o interesse social, não apenas no âmbito interno da organização, mas abrangendo também a comunidade. Ou seja, as cooperativas já praticavam os conceitos hoje tão difundidos sob a denominação de responsabilidade social empresarial.

 

No campo teórico, é comumente apontada como marco inicial da responsabilidade social a obra Responsabilities of the Businessman de Howard Bowen, publicada no ano de 1953 nos Estado Unidos.

 

Na prática, também no ano de 1953 e nos Estado Unidos, ocorreu o caso A. P. Smith Manufacturing verus Barlow, quando a Suprema Corte decidiu que a organização pode doar parcelas de seu lucro para atividades voltadas ao desenvolvimento social. A partir da década de 60 houve rápida evolução da responsabilidade social no universo empresarial e, hoje, as empresas vêm dedicando especial atenção ao fomento da responsabilidade social.

 

Atualmente, diversas pesquisas indicam que as ações sociais positivas conseguem cativar grande simpatia junto ao público consumidor. Em razão disso, surgiu também o marketing social e muitas empresas têm investido (de maneira legítima) na melhoria das condições coletivas.

 

Por outro lado, nas cooperativas o interesse pela comunidade é uma preocupação constante desde os primórdios da consolidação do sistema cooperativista, circunstância que demonstra claramente que o cooperativismo é uma importante alternativa para difundir e concretizar a economia solidária e, assim, minimizar as injustiças sociais hoje tão presentes em nosso cotidiano.